segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

São Jerônimo Emiliano, Confessor

 

08/02 – São Jerônimo Emiliano, Confessor

Para opor-se às nefastas influências do Renascimento e do protestantismo no século XVI, a Providência suscitou uma plêiade de grandes Santos que agiram nos mais variados campos da atividade humana. Um deles foi São Jerônimo Emiliani, do patriciado de Veneza, senador da República, militar brilhante e valoroso, que tudo deixou para amparar e dar formação cristã aos órfãos das inúmeras guerras e pestes do tempo.

Jerônimo nasceu em Veneza 1481. Seu pai, senador, tinha pouco tempo para dedicar à sua educação, que foi entregue à sua mãe. Piedosa e .meiga, Dona Eleonora soube incutir no coração do menino profundas sementes de Religião, que mais tarde dariam fruto.

Mas foi o nobre amor às armas, herdado de seus antepassados, que teve a preferência do pequeno Jerônimo, de tal sorte que já aos 15 anos, pouco depois de perder o pai, se alistava no exército da República veneziana.

Participando de várias batalhas, foi sempre notado por seu valor e brio militar. Mas infelizmente sofreu a má influência da vida licenciosa, já então comum em quartéis e acampamentos. Tornou-se colérico, briguento, praticamente ateu e, se não caiu mais baixo, foi porque, aspirando aos mais altos cargos em Veneza, necessitava ter uma conduta honrosa.

O contínuo apelo às armas não lhe permitiu formar um lar. Ou melhor, Deus não o permitiu, porque tinha desígnios sobre ele.

Contava Jerônimo 28 anos quando, em 1508, os venezianos levantaram-se em armas contra a Liga de Cambray, formada pelo Papa e pelos Reis Luís XII da França, Maximiliano da Alemanha e Fernando o Católico, da Espanha. A Jerônimo foi confiada a difícil defesa de Castelnuovo. Vendo a desproporção entre os dois exércitos, o governador da cidade fugiu, deixando-o com todo o ônus da defesa. Jerônimo negou-se a render-se, e lutou até que a praça fosse arrasada.

Em seguida, segundo o costume do tempo, ele foi preso numa torre, carregado de correntes no pescoço, braços e pés. O pior, porém, era a perspectiva da morte e o lento passar do tempo.

Nas intermináveis horas em que jazia no cárcere, a graça foi produzindo seus frutos em sua alma, e ele começou a lembrar-se dos ensinamentos de piedade e virtude recebidos em criança, e do bom exemplo dos irmãos e da mãe. Considerou a vida desordenada que levava, tão afastado de Deus, e acabou por julgar que era um merecido castigo aquele que lhe fora infligido. Pediu a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora de Treviso, que o aceitasse como expiação e lhe desse uma oportunidade de reparar condignamente a vida passada.

Apareceu-lhe então Nossa Senhora, que lhe deu as chaves de suas correntes e do calabouço. Auxiliou-o a sair da prisão sem ser visto e a atravessar o campo inimigo, para chegar a Treviso. Lá, no altar da Virgem, Jerônimo depôs as correntes e as chaves que lhe tinham sido milagrosamente entregues.

Aos poucos foi controlando suas paixões, sobretudo a ira, pelo exercício da docilidade e paciência. Adquiriu assim a verdadeira humildade e mansidão de coração, tornando-se o homem mais afável e pacífico de Veneza.

O Senado da Rainha do Adriático – como era conhecida Veneza –, para recompensá-lo por seu valor na defesa de Castelnuovo, nomeou-o governador dessa cidade. Mas ele teve pouco tempo para exercer esse cargo, pois necessitou tomar sobre si a tutela dos sobrinhos, que o repentino falecimento de seu irmão deixara órfãos. Tendo-lhes assegurado uma boa educação e um rendimento de acordo com sua alta categoria, ele ficou livre para cumprir então o que havia prometido.

Ocorreu então que, em 1528, uma grande carestia assolou a Itália, com fome geral. Todos os dias a morte ceifava inúmeras vítimas. Para socorrê-las, Emiliani vendeu até seus próprios móveis, transformando sua casa em hospital.

A caridade de Jerônimo Emiliani não se circunscreveu a Veneza, mas logo atingiu também Bérgamo, Bréscia, Como e Somasca. Já nesse tempo havia recebido a ordenação sacerdotal, e a ele tinham se reunido mais dois santos sacerdotes que, a seu exemplo, distribuíram aos pobres tudo o que possuíam, para abraçar a pobreza voluntária.

Jerônimo pensou logo em fundar uma Congregação regular para dar mais estabilidade à sua obra. Escolheu para isso Somasca, entre Milão e Bérgamo, para estabelecer a casa-mãe e o seminário. Daí veio o nome pelo qual ficaram conhecidos, Clérigos Regulares de Somasca.

Embora contasse pouco mais de 55 anos, o santo teve certa premonição de que seu fim estava próximo. Procurou então consolidar sua obra, visitando todas as casas da Ordem. Ia sempre a pé e não tomava outro alimento senão pão e água.

Enfim, no dia 8 de fevereiro de 1537, tendo recebido os últimos Sacramentos, entregou sua alma a Deus, na idade de 56 anos.

Pio XI o proclamou patrono universal dos meninos órfãos e abandonados

Fonte: IPCO

Ilustração: San Girolamo Emiliani in carcere. Dipinto di Jacopo da Ponte detto Jacopo Bassano (Bassano del Grappa, 1517 - Bassano del Grappa, 1592). Olio su tela, cm. 75 x 65. Dal 1874 nelle collezioni per donazione di Maria Brignole - Sale De Ferrari, duchessa di Galliera. L'opera è a Genova, Musei di Strada Nuova - Palazzo Rosso, inv. PR 96. Situato nella Sala 3 - Primo piano nobile

domingo, 7 de fevereiro de 2021

São Ricardo, Rei e Confessor

 

7 de Fevereiro

São Ricardo, Rei e Confessor

(+ Luca, Itália, 722)


Este monarca inglês teve um reinado curto, mas cheio de bons exemplos de governo sábio e prudente. Sua principal preocupação era ministrar a justiça, tendo um do especial para apaziguar contendas e harmonizar interesses conflitantes.

Abdicou da coroa e partiu para a Terra Santa, com o desejo de se tornar monge, mas faleceu durante a viagem, na Itália.

Foi pai de três príncipes que também receberam as honras dos altares: São Vinebaldo, São Vilibaldo e Santa Valberga.

No século V, a rainha da Inglaterra meridional era Sexburga, que mais tarde se tornou abadessa e uma santa da Igreja Católica. Ela teve três filhos e duas filhas, estas, a seu exemplo, fundaram mosteiros dedicando-se aos pobres e a Cristo. Também o caçula Winfrido, ou Bonifácio, deixou a vida da corte para ser monge beneditino, hoje venerado como o grande “Apóstolo da Alemanha”.

O primogênito Egberto I, assumiu o trono no ano de 664, mas após onze anos morreu, deixando o sucessor ainda muito pequeno. Foi assim que, o filho do meio, Hlother ou Ricardo I, se tornou rei da Inglaterra e guardião da coroa do sobrinho. Em 685, empossou o jovem rei Eadric I, que era o legítimo herdeiro da casa real dos Kents.

Ricardo deixou o palácio com os filhos Vilibaldo, Vunibaldo e Valburga, indo morar no mosteiro de Waltham, onde viveram sob as regras dos beneditinos. A partir daí os dados de suas vidas são descritos pelos registros da Santa Sé.

No ano de 720, conforme uma narração de um monge alemão, Ricardo e os dois filhos, então já monges, saíram da Inglaterra meridional, para empreenderem uma peregrinação de penitência e devoção. A filha Valburga ficou no mosteiro, onde seguia a vida de religiosa. A meta, como sempre, era Roma, onde pretendiam venerar as relíquias dos apóstolos Pedro e Paulo. De lá queriam ir até a Terra Santa.

Atravessaram toda a França, mas quando chegaram na cidade de Luca, a viagem teve de ser interrompida porque Ricardo ficou doente e acabou falecendo.



Foi sepultado na igreja de são Frediano em 722.

Os milagres foram acontecendo em seu túmulo e o local se tornou uma rota de devoção para os cristãos, que o chamavam de “rei, santo”. Só Vilibaldo pôde completar o programa, porque Vunibaldo ficou estudando em Roma até 739. Depois os dois foram recrutados pelo tio Bonifácio, que acabara de ser elevado à condição de bispo, para a missão evangelizadora dos povos germânicos. Por fim, à eles se juntou a irmã Valburga, também a pedido do tio.

Sobre Ricardo, lemos no Martirológio Romano: “Em Luca, na Toscana, a deposição de são Ricardo, rei da Inglaterra e pai de são Vilibaldo, bispo de Eichstat, de são Vunibaldo abade de Heidenheim e da santa Valburga, abadessa virgem.” Seu culto se propagou graças as colaborações eficazes na obra de evangelização dos seus filhos e do irmão.

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Fonte: https://www.santaritalunardelli.com.br/sao-ricardo-rei-e-confessor/

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Foto I: Pintura de São Ricardo no teto da Igreja paroquial da Assunção de Maria, em Pfarrkirchen im Mühlkreis, Rohrbach - Áustria. Pintor: Giovanni Carlone

Foto II: O Rei São Ricardo de Wessex (Richard the Pilgrim), seu filho São Willibaldus, a Virgem Santíssima com o menino Jesus no colo, sua filha Santa Walburga e seu filho São Winebald. Local: Catedral de Eichstätt, em Eichstätt, Baviera - Alemanha.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Santa Veridiana, Virgem

 

01 de Fevereiro

Santa Veridiana, Virgem

(+ Toscana, Itália, 1242)

Intercessora pelos presídios femininos e pelas presidiárias

Origens
Veridiana nasceu no ano 1182 em Castel Fiorentino (Castelo Florentino) na cidade de Florença, região da Toscana, Itália. Era filha de família rica e nobre conhecida como família Attavanti. É certo que sua família estava em decadência na época de sua infância e juventude, mas ainda tinha muito prestígio. Desde criança Veridiana mostrou-se caridosa e atenciosa para com o próximo, principalmente os mais necessitados.

Administradora caridosa
Quando jovem, muito fervorosa, quis consagrar sua virgindade a Deus, para poder servi-lo melhor e dedicar-se à caridade. Nesse tempo, um tio bastante rico seu confiou-lhe a administração de seus bens. Ela só aceitou com a condição de poder continuar praticando a caridade e ajudando aos necessitados. Certa vez, num tempo de grande fome, seu tio vendeu uma grande quantidade de grãos a um comerciante. Porém, Veridiana tinha dado quase tudo aos pobres. Quando seu tio soube, ficou furioso e deu apenas vinte e quatro horas para que ela devolvesse tudo. Veridiana rezou pedindo socorro a Deus, pois não tinha como recuperar quase nada do que dera. Então, no dia seguinte, sem explicação, todos os mantimentos estavam lá. O comprador levou tudo muito satisfeito.

Peregrinação
Após esta experiência do socorro divino, Veridiana decidiu fazer uma peregrinação a dois centros importantes para a espiritualidade cristã: o túmulo de São Tiago de Compostela na Espanha, e Roma. Essa peregrinação foi decisiva para a vida de Santa Veridiana. Tanto que, quando voltou à sua terra natal, após meses de peregrinação, decidiu viver somente para Deus, dedicando toda a sua existência à oração, aos exercícios espirituais, à penitência e à solidão.

Consagração total
Santa Veridiana viveu trinta e quatro anos na cela onde livremente escolheu viver, sendo feliz na doce presença de Deus. Na cela também, ela venceu fraquezas pessoais e tentações diabólicas. Por isso, ela é representada apresentando uma cruz a duas serpentes. Santa Veridiana também aconselhava pessoas que a procuravam com problemas diversos. Ela atendia a todos sempre que podia. Todos voltavam com o coração confortado.

Santa Veridiana comunicou sua decisão a amigos e parentes. Estes, para manter a santa por perto, construíram uma cela muito simples e pobre onde ela passou a viver. A cela ficava bem perto do Oratório de Santo Antônio. Ali, Santa Veridiana viveu por trinta e quatro anos de oração, penitência e solidão. A cela tinha somente uma janela pequenina. Através dessa janela Santa Veridiana recebia suas refeições e visitas. Através da janela ela também assistia à missa no Oratório. Os alimentos que recebia eram muito simples e em pouca quantidade, sendo suficientes para que ela não viesse a morrer de fome.
Santidade

Visita de São Francisco de Assis
Sua fama de santidade atraiu não só os peregrinos locais, como também outros santos. São Francisco de Assis foi um deles. O pobrezinho de Assis, sabendo da santidade de Veridiana, visitou-a, abençoou-a em sua cela e a acolheu como membro da Ordem Terceira no ano 1221. Por isso ela é representada com um hábito franciscano.

Morte
“Santa Veridiana, pedimos por vossa intercessão, que Deus nos dê a graça de sermos humildes e praticarmos com ardor, verdadeiros atos de caridade, engrandecendo o coração de Deus, e ajudando o próximo. Amém! Santa Veridiana rogai por nós!”

A morte de Santa Veridiana teve um sinal marcante de sua santidade. No dia 1 de fevereiro do ano 1242, todos os sinos do Castelo Florentino, onde ela nascera e vivera, começaram a tocar sozinhos, ao mesmo tempo. Não demorou para que os habitantes compreendessem que aqueles sinos anunciavam a morte de Santa Veridiana. Então, correram à sua cela e encontraram-na morta. Velaram-na com muito sentimento e sepultaram-na perto da cela onde passara a maior parte de sua vida.

Culto
O culto oficial a Santa Veridiana foi aprovado em 1533 pelo papa Clemente VII. Por causa de sua opção pela reclusão, o povo a aclamou protetora do presídio feminino da cidade de Florença. Depois, passou a ser protetora dos presídios femininos e intercessora por todas as presidiárias, pois encontrou a Deus, felicidade e paz na prisão. A devoção a Santa Veridiana até hoje é muito popular em toda a região da Toscana, Itália.

Oração a Santa Veridiana

Oração da presidiária
“Santa Veridiana, tu escolhestes livremente viver numa cela, dedicando toda a tua a vida a Deus. Eu estou aqui, presa, não por minha vontade, mas porque pequei contra a justiça dos homens e a justiça de Deus. Por isso, peço que tu me ajudes a pagar minha pena com paz no coração e com esperança de dias melhores. Dai-me paz enquanto estou aqui. Dai-me a consciência de que Deus não deixou de me amar mesmo depois de tudo o que eu fui capaz de cometer. Ele conhece a minha fraqueza. Ele tem misericórdia de mim e quer que eu seja feliz. Dai-me a vitória sobre meus pecados. Dai-me a graça de conhecer a Deus mesmo estando na prisão. Dai-me a graça de sair daqui pronta para uma vida nova, feliz, guiada por Deus. Amém.”


Pelo descanso eterno de Aparecida Inês Maitan

 

Reze pelo descanso de eterno da Sra. Aparecida Inês Maitan.
* 22-06-1954 + 01-02-2021


Pedro Maipe, meu pensamento está com sua família neste momento de luto.
 
Que o Bom Deus dê a sua mãe o descanso eterno e à sua família dê o consolo e o conforto que tanto precisam neste momento. 

Oremos
Pai Santo, Deus Eterno e Todo-Poderoso, nós vos pedimos pela Aparecida Inês Maitan, a quem chamastes deste mundo. Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz. Que ela, tendo passado pela morte, participe do convívio de vossos santos na luz eterna, como prometestes a Abraão e à sua descendência. Que a sua alma nada sofra, e vos digneis ressuscitá-la com os vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe os pecados, para que alcance junto a Vós a vida imortal no Reino eterno. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal. Amém

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ela a vossa luz!
Descanse em paz!

Requiem aeternam dona ei, Domine, et lux perpetua luceat ei. Requiescat in pace. Amen.

Pelo descanso eterno de Irte Bozio Gomes


Aos amigos eu peço que rezem pelo descanso de eterno da Sra. Irte Bozio Gomes.

Sirlei Gomes, hoje é o sétimo dia de falecimento de sua mãe. Quero que saiba que vocês estão em meus pensamentos e em minhas orações.

Que o Bom Deus dê a sua mãe o descanso eterno e à sua família dê o consolo e o conforto que tanto precisam.

Oremos
Pai Santo, Deus Eterno e Todo-Poderoso, nós vos pedimos pela Irte Bozio Gomes, a quem chamastes deste mundo. Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz. Que ela, tendo passado pela morte, participe do convívio de vossos santos na luz eterna, como prometestes a Abraão e à sua descendência. Que a sua alma nada sofra, e vos digneis ressuscitá-la com os vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe os pecados, para que alcance junto a Vós a vida imortal no Reino eterno. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal. Amém

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém

Requiem aeternam dona ei, Domine, et lux perpetua luceat ei. Requiescat in pace. Amen.

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ela a vossa luz!
Descanse em paz! Amém.

🙏🏻

sábado, 23 de janeiro de 2021

Vamos ajudar a pequena Maria Teresa?




Olá meus amigos, Salve Maria!

Escrevo-lhes para divulgar esta vakinha que está sendo feita pelo casal Filipe e Riana, católicos de Porto Velho - RO. O intuito é angariar fundos para custear o tratamento de Maria Teresa, sua filha de pouco mais de um ano de idade, que possui estrabismo congênito grave, com risco de perder a visão, e precisará operar em Cuiabá - MT. 

Nós do Linhas Piedosas queremos ajudar essa criança, com o seu apoio.

Contribua com o valor que puder. As doações podem ser feitas no próprio site com o link abaixo.

Coloquem o nome da Maria Teresa em suas orações, pedindo a intercessão de São Rafael Arcanjo, pela saúde dela e de sua família.

Um abraço, e que Deus lhes pague.

Para ajudar a pequena Maria Teresa: Clique AQUI!

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

A Cristo na cruz - Padre Baltasar Estaço

A Cristo na cruz


O bem que a tantos bens me convidava,

O qual desmereci, vós merecestes

Que a vida que por meu amor perdestes,

A vida me alcançou que eu desejava.


O mal que a tantos males me obrigava,

O qual não satisfiz, satisfizestes,

Que a morte que por meu amor sofrestes,

Da morte me livrou, que eu receava.


A vós Deus amoroso, a vós só amo,

De vós pratico, só, de vós escrevo,

Por vós a vida dou, e a morte quero,


Em vós fogo de amor, em vós me inflamo,

Pois que pago por vós o mal que devo,

E mereço por vós, o bem que espero.


Autor: Padre Baltasar Estaço (Portugal 1570 - 16--?)

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Falando com Deus - Jerónimo Baía

Falando com Deus


Só vos conhece, amor, quem se conhece;

Só vos entende bem quem bem se entende;

Só quem se ofende a si, não vos ofende,

E só vos pode amar quem se aborrece.


Só quem se mortifica em vós floresce;

Só é senhor de si quem se vos rende;

Só sabe pretender quem vos pretende,

E só sobe por vós quem por vós desce.


Quem tudo por vós perde, tudo ganha,

Pois tudo quanto há, tudo em vós cabe.

Ditoso quem no vosso amor se inflama,


Pois faz troca tão alta e tão estranha.

Mas só vos pode amar o que vos sabe,

Só vos pode saber o que vos ama.



Autor: Jerónimo Baía (Portugal 1620/30-1688)

sábado, 11 de julho de 2020

O canto gregoriano

Esplendores da Cristandade

O canto gregoriano

Expressão musical da autêntica espiritualidade católica, nos dias atuais parece ressurgir das cinzas e encanta os católicos no mundo inteiro.

por Marcos Luiz Garcia

Eles estão sorrindo! Como é possível?! — exclamou Nero, imperador romano do primeiro século da era cristã, ao entrar na arena para se deleitar com a visão dos restos esparsos pelo chão, ainda quentes e sangrentos, das vítimas de mais um espetáculo que acabara de promover.

O mesmo estupor invadia as centenas ou milhares de espectadores que afluíam frenéticos ao Coliseu (algo à maneira de certas torcidas futebolísticas de hoje). Iam assistir ao dantesco espetáculo das feras devorando cristãos, mas acabavam presenciando os mais admiráveis atos de coragem e fidelidade à fé de Jesus Cristo.

Aos poucos a noite caía, o silêncio dominava a cidade, o monumental centro de espetáculos ficava entregue às sombras, isolado e frio, sem viva alma. Era o momento em que, correndo sérios riscos, pequenos grupos de cristãos, prevalecendo-se das penumbras e da escuridão, se esgueiravam céleres a recolher os restos dos mártires, para levá-los às profundidades das catacumbas.

Num misto de veneração e tristeza, com lágrimas brotadas de uma dor profunda e ao mesmo tempo de uma resolução inabalável de fazer triunfar a santa Religião de Jesus Cristo, eles depositavam aqueles restos sagrados sobre mesas de pedra.

Tinha início comovente cerimônia. O bispo, sagrado por um dos Apóstolos, celebrava a Santa Missa, enquanto eram entoados cânticos próprios para aquela circunstância.

Gregoriano: o canto sacro católico que nasce

O que cantavam esses primeiros cristãos? Com certeza entoavam algum hino característico da tradição judaica, mas que aos poucos foi sendo aprimorado pela influência que o Espírito Santo exercia nos corações daqueles heróicos cristãos.

O cântico foi ganhando expressão nova, viva e impregnada de sobrenatural. Um timbre nunca observado antes, uma densidade desconhecida na sinagoga decadente daquela época, uma luz que abria sendas rumo ao futuro. Assim, o cântico sacro católico começou a desabrochar, como que regado pelo sangue dos mártires e pelo ardor invencível dos primeiros católicos. Era uma expressão, em última análise, do amor de Deus que dominava aqueles corações e almas fiéis.

Ao lado do crescimento do espírito religioso, um novo estilo de vida, uma nova maneira cristã de conduzir a existência temporal começou a nascer e a se expandir, primeiro dentro das catacumbas, depois para fora daquelas grutas insalubres. Todo um conjunto de valores, à maneira de uma árvore cheia de flores, começou a abrir suas pétalas e a perfumar o ambiente pagão da época.

O fogo de Pentecostes transformara-se num incêndio de grandes proporções. Contrapondo-se ao mundo pagão, às perseguições, às feras, aos constantes martírios, ia se consolidando cada vez mais a Igreja, que Nosso Senhor Jesus Cristo fundara com sua Paixão e morte redentora. Dos subterrâneos corredores catacumbais a Igreja chegou à superfície. Conquistou a mãe do imperador e fez dela uma santa; converteu o próprio imperador Constantino, que deu liberdade ao cristianismo. Depois ele mudou seu governo para Constantinopla, permanecendo em Roma a sede da Igreja Católica.

Como veremos, essa mudança contribuiu para que o canto sacro católico pudesse desabrochar com características próprias.

Aos poucos, o canto gregoriano torna-se a “voz” da Igreja

Em cumprimento à ordem “Ide e pregai o Evangelho a todos os povos”, expressa por Nosso Senhor, os cristãos expandiram-se para outras áreas de civilização. E o canto sacro foi recebendo organicamente as mais diversas influências dos gregos, egípcios e outros povos, dando origem a um conjunto variado, mas sem ainda uma expressão de unidade.

No final do século VI, a Providência Divina suscitou o Papa Gregório I que, pelo imenso contributo prestado ao bem da Santa Igreja, mereceu o título de Magno, e depois a glória dos altares. De nobre família romana, admirável cultor da música, conseguiu, a partir do estudo e ordenação das peças litúrgicas praticadas nos vários quadrantes onde se expandira a Igreja, disciplinar tanto a liturgia quanto a música sacra. Graças a seu êxito em manter o autêntico espírito sobrenatural do canto, a liturgia preservou a graça que estava conquistando o mundo e santificando cada vez mais as almas.

É oportuno lembrar aqui a definição de liturgia que Ismael Fernández apresenta em seu Curso Elementar de Canto Gregoriano: “Liturgia é a ação sacerdotal de Jesus Cristo, continuada na Igreja e pela Igreja sob a ação do Espírito Santo, por meio da qual ‘atualiza’ a sua obra salvadora através de sinais eficazes, dando assim um culto perfeito a Deus e comunicando aos homens a salvação”.1

São Gregório Magno conseguiu não só aprimorar como também dar unidade e definição ao canto sacro, fato que acabou ligando até hoje seu nome a esse estilo de canto: gregoriano.

A partir de São Gregório Magno, a mais autêntica expressão sonora do espírito da Igreja definiu-se, ganhando novo impulso de expansão e elevação. O canto gregoriano tornou-se, por assim dizer, “a voz da Igreja”.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

A “CESSAÇÃO DO SACRIFÍCIO PÚBLICO” - CASTIGOS DE DEUS E CONVERSÃO.

 


Entrevista a “The Remnant” 

em 29.03.2020

 

Diane Montagna (DM): Excelência, qual é a sua impressão geral sobre o modo como a Igreja está lidando com a epidemia de coronavírus?

 

+ Athanasius Schneider: Minha impressão geral é que a maioria dos bispos reagiu precipitadamente e em pânico ao proibir todas as missas públicas e - o que é ainda mais incompreensível - ao fechar as igrejas. Tais bispos reagiram mais como burocratas civis do que pastores. Ao se concentrarem exclusivamente em todas as medidas de proteção higiênicas, eles perderam a visão sobrenatural e abandonaram a primazia do bem eterno das almas.

 

DM: A diocese de Roma suspendeu rapidamente todas as missas públicas para cumprir as diretrizes do governo. Os bispos de todo o mundo adotaram medidas semelhantes. Os bispos poloneses, por outro lado, pediram que mais missas fossem celebradas para que a aglomeração fosse menor. Qual a sua opinião sobre a decisão de suspender as missas públicas para impedir a disseminação do coronavírus?

 

Enquanto os supermercados estiverem abertos e acessíveis e enquanto as pessoas tiverem acesso ao transporte público, não se vê uma razão plausível para proibir as pessoas de assistirem à Santa Missa em uma igreja. Poderiam se garantir nas igrejas as mesmas e ainda melhores medidas de proteção higiênica. Por exemplo, antes de cada missa, é possível desinfetar os bancos e as portas, e todo mundo que entrar na igreja pode desinfetar as mãos. Outras medidas semelhantes também podem ser tomadas. Pode-se limitar o número de participantes e aumentar a frequência da celebração da missa. Temos um exemplo inspirador de uma visão sobrenatural em tempos de epidemia no presidente da Tanzânia, John Magufuli. O Presidente Magufuli, que é católico praticante, disse no domingo, 22 de março de 2020 (domingo Laetare), na Catedral de São Paulo, na capital da Tanzânia, Dodoma: “Insisto com vocês, meus irmãos cristãos e até muçulmanos: não tenham medo, não parem de se reunir para glorificar a Deus e louvá-lo. Por isso, como governo, não fechamos igrejas ou mesquitas. Em vez disso, elas devem estar sempre abertas para o povo buscar refúgio em Deus. As igrejas são lugares onde as pessoas podem buscar a verdadeira cura, porque ali reside o Deus verdadeiro. Não tenha medo de louvar e buscar o rosto de Deus na igreja. ”

 

Referindo-se à Eucaristia, o Presidente Magufuli também falou estas palavras encorajadoras: “O coronavírus não pode sobreviver no corpo eucarístico de Cristo; em breve será queimado. Foi exatamente por isso que não entrei em pânico ao receber a Santa Comunhão, porque sabia que com Jesus na Eucaristia, estou seguro. Este é o momento de construir nossa fé em Deus. ”

 

DM: Vossa Excelência acha que é responsável um sacerdote celebrar uma missa particular com alguns fiéis leigos presentes, desde que sejam tomadas as devidas precauções de saúde?

 

É responsável, e também meritório, e seria um autêntico ato pastoral, desde que o sacerdote tome as precauções sanitárias necessárias.

 

DM: Os padres estão em uma posição difícil nessa situação. Alguns bons padres estão sendo criticados por obedecer às diretrizes de seu bispo para suspender as missas públicas (embora continuem a celebrar missas em particular). Outros estão procurando maneiras criativas de ouvir confissões enquanto procuram proteger a saúde das pessoas. Que conselho você daria aos padres para viverem sua vocação nesses tempos?

 

Os padres devem lembrar que eles são, acima de tudo, pastores de almas imortais. Eles devem imitar a Cristo, que disse: “Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. Quem é mercenário e não pastor, que não é o proprietário das ovelhas, vê o lobo chegando, abandona as ovelhas e foge; e o lobo as agarra e dispersa. Ele foge porque é mercenário e não se importa com as ovelhas. Eu sou o Bom Pastor. Eu conheço minhas ovelhas, e minhas ovelhas me conhecem. (João 10: 11-14) Se um sacerdote observa de maneira razoável todas as precauções de saúde necessárias e usa de discrição, ele não precisa obedecer às diretrizes de seu bispo ou do governo para suspender a missa para os fiéis. Tais diretrizes são uma lei humana pura; no entanto, a lei suprema da Igreja é a salvação das almas. Os padres em tal situação precisam ser extremamente criativos para prover aos fiéis, mesmo para um pequeno grupo, a celebração da Santa Missa e a recepção dos sacramentos. Tal era o comportamento pastoral de todos os padres confessores e mártires em tempos de perseguição.