sexta-feira, 27 de maio de 2022
Cardeal Zen fala em martírio e reza pelos católicos perseguidos na China
Santo Agostinho de Cantuária, um monge que conquistou a Inglaterra
Os piores inimigos da Igreja
Recomecemos!
Recomecemos!
Recomecemos, pois, cada dia, nossa vida de fé, de luta, de confiança, de paciência, de devotamento, de amor divino… Recomecemos corajosa e confiantemente, pois que o recomeçar nos levará à perfeição!
S. João Crisóstomo dizia a mesma coisa por outros termos: “Se um soldado fica na refrega, deixa-se ferir e abater um pouco às vezes, não há quem, tão duro ou tão ignorante das coisas da guerra, disso lhe faça um grande crime. Só não são feridos os que nunca se lançam nos combates. Os que mais ardidos se atiram contra o inimigo são os que mais recebem os golpes do embate”.
7. Quedas graves — Dever-se-ão aplicar até mesmo ao pecado mortal as reflexões deste capítulo e recomendar às almas gravemente culpadas que não se admirem das quedas que as privam da amizade de Deus? Ousará S. Francisco de Sales ter para elas a mesma linguagem como para com os corações generosos, aos quais se dirigia até agora?
Escutemos: “Meu caro Teótimo, pasmam os céus, tremem de pavor as suas portas e os anjos da paz ficam tomados de espanto em face da estupenda miséria do coração humano que, para se prender a coisas tão deploráveis, abandona um bem tão amável. Mas já viste esta pequena maravilha, que todos sabem sem lhe conhecerem a razão? Quando se abre um tonel bem cheio, ele não deixará sair o vinho, se por cima se lhe não deixar entrar o ar.
Certamente, nesta vida mortal, ainda que as nossas almas abundem em amor do Céu, jamais dele estarão tão cheias que pelas nossas fragilidades esse amor não possa sair; lá em cima, porém, no Céu, quando as suavidades da beleza de Deus ocuparem todo o nosso entendimento e as delícias da sua bondade saciarem toda a nossa vontade, sem nada haver que a plenitude do seu amor não preencha, objeto nenhum, ainda que ele penetre até aos nossos corações, poderá jamais tirar nem fazer sair uma só gota do precioso licor do seu amor celeste, e não será jamais possível pensar em deixar entrar o vento por cima, quer dizer, iludir ou surpreender o entendimento, porque ficará imóvel na apreensão da verdade soberana”.
Fiquemos bem avisados: uma queda em pecado, grave que seja, não poderia provocar espanto senão no Céu, onde não pode haver quedas. Cá na terra, não há motivo para disto alguém se admirar mais do que vendo um líquido sair dum vaso aberto.
8. Tornar a levantar-se imediatamente. — Oh, como seríamos indulgentes para com os nossos irmãos, digamo-lo de passagem, se bem meditássemos estes pensamentos! Como nos identificaríamos com a paciência inefável d’Aquele que, antes de investir os seus Apóstolos do poder de remitir os pecados, lhes recomendava que perdoassem não sete vezes, mas setenta vezes sete!
Sem dúvida, esta indulgência, com relação às faltas, próprias assim como às alheias, não deve ir ao ponto de as olhar com indiferença. Mas uma coisa é não se admirar delas, outra é não as detestar e reparar. O lavrador não se espanta ao ver as ervas daninhas destruírem a sementeira; mas por isso terá ele menos cuidado de arrancá-las?
Assim também, depois de haver dito em sentido absoluto e sem excetuar os pecados mortais: “quando incorrerdes em alguma falta, não vos admireis”; e “se bem soubéssemos quais somos, em vez de nos admirarmos de nos ver em terra, pasmaríamos ao pensar como podemos permanecer em pé”, objurga-nos S. Francisco de Sales a “que não nos deitemos na terra nem nos retoucemos na lama”, em que caímos; e acrescenta: “Se a violência da tempestade, às vezes nos perturba um pouco o estômago e à cabeça nos traz algumas vertigens, não seja isso motivo de espanto; antes, tão depressa como pudermos, retomemos a respiração e ânimo para proceder melhor”.
“Quando caíres, levanta-te com uma grande placidez, humilhando-te profundamente diante de Deus e confessando-Lhe a tua miséria, mas sem te admirares da queda que deste. Pois que há de extraordinário em que a enfermidade seja enferma, a fraqueza, fraca, e a miséria, miserável? Detesta, sim, com todas as forças, a afronta feita à divina Majestade e depois, com uma confiança inteira e animosa em sua Misericórdia, volta ao caminho da virtude, que havias abandonado”.
Este último texto deixa ver bem quais as disposições, supremamente salutares, que, em lugar do espanto, devemos excitar em nós após as quedas: conhecer a nossa abjeção que é o primeiro grau de humildade. Dela falaremos na segunda parte desta obra. Por agora, tendo estabelecido que a consciência das faltas próprias não deve causar-nos admiração, demonstraremos que muito menos ainda nos deverá perturbar.
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Autor: Pe. José Tissot, Missionário de S. Francisco de Sales
Livro: Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas, Segundo S. Francisco de Sales
PDF: https://docero.com.br/doc/1cnc1ve
segunda-feira, 18 de abril de 2022
O dia grande do Senhor está próximo
ESTÁ PRÓXIMO
O dia grande do Senhor está próximo; está próximo, e vai chegando com velocidade; amargo é o ruído do dia do Senhor; o forte se verá nele em grande aperto. Esse dia será um dia de ira, um dia de tribulação e angústia, um dia de calamidade e miséria, um dia de nuvens e tempestades, um dia de trombeta e de gritos guerreiros contra as cidades fortificadas e contra as torres elevadas. Eu atribularei os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o seu sangue será derramado como a poeira, e os seus corpos serão (tratados) como o esterco. Mas nem a sua prata, nem o seu ouro os poderá livrar no dia da ira do Senhor; no fogo do seu zelo será devorada toda a terra, porque ele se apressará a exterminar todos os habitantes da mesma terra.
Juxta est dies Domini magnus: juxta est, et velox nimis. Vox diei Domini amara: tribulabitur ibi fortis. Dies irae dies illa, dies tribulationis et angustiae, dies calamitatis et miseriae, dies tenebrarum et caliginis, dies nebulae et turbinis, dies tubae et clangoris super civitates munitas, et super angulos excelsos. Et tribulabo homines, et ambulabunt ut caeci, quia Domino peccaverunt; et effundetur sanguis eorum sicut humus, et corpora eorum sicut stercora. Sed et argentum eorum et aurum eorum non poterit liberare eos in die irae Domini: in igne zeli ejus devorabitur omnis terra, quia consummationem cum festinatione faciet cunctis habitantibus terram.
(Sofonias, I, 14-18)
domingo, 26 de setembro de 2021
São Cosme e São Damião, Mártires
sábado, 4 de setembro de 2021
En defensa de la tradición - Parte 1
La Iglesia no comenzó en el concilio vaticano II, combatir su pasado es un tremendo error. En defensa de la tradición nos dedicamos a demostrar el terrible daño que ha producido el abandono de la tradición de la Iglesia. Más aún, comprobamos que la tradición de la Santa Iglesia Católica es la verdad que Cristo confió a los hombres.
segunda-feira, 19 de julho de 2021
Bravura Católica
A quase 30km de Paris está a igreja de Saint-Louis, localizada em Port-Marly, na França. A igreja é dedicada a São Luís, Rei da França.
Esta pequena comunidade católica permaneceu fiel à Doutrina e à Liturgia tradicional da Igreja, apascentadas pelo Rev. Cônego Gaston Roussel.
O Cônego Roussel faleceu em 1985 e no ano seguinte, o Bispo de Versailles, Louis-Paul-Armand Simonneaux, nomeou um novo sacerdote, com ordens de rezar Missa Nova.
A chegada do novo padre imediatamente dividiu a paróquia, com a maioria de seus membros rejeitando a escolha do Bispo e insistindo que a Missa antiga fosse mantida.
Em novembro, os tradicionalistas, que haviam convidado o monge beneditino, Pe. Bruno de Blignieres, para ser seu pastor, ocuparam a igreja e barraram o novo padre.
Em 30 de março de 1987 a igreja foi invadida por 50 policiais, a pedido da diocese, empunhando bastões de choque. O Padre Bruno estava rezando a missa quando foi tirado do altar pelas forças policiais. Homens, mulheres, idosos e crianças foram arrastados para fora da igreja pelos policiais. Em seguida, a pedido do bispo, colocaram barricadas de blocos de concreto nos lugares que davam acesso ao interior da igreja, para impedir que os fieis ocupassem o local novamente.
No Domingo de Ramos de 1987, os fiéis assistiram a Santa Missa, rezada em frente da Igreja e em seguida, de modo solene, abriram novamente a Casa de Deus, com bravura, derrubando o bloco de concreto que havia diante da porta.
quinta-feira, 17 de junho de 2021
Algumas Considerações Sobre a Cidade do Demônio
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A CIDADE DO DEMÔNIO
Nos ambientes paganizados de nossos dias, quando a crença em Deus ainda costuma ser encarada como um elemento indispensável da religião, outro tanto normalmente não se dá com a crença na existência do demônio, ou na ação pessoal do príncipe das trevas, que é tida como uma superstição medieval, já completamente ultrapassada. O dogma do inferno, ligado à manifestação dos espíritos maus, quando não é diretamente combatido, costuma simplesmente ser deixado em silencio.
Eis-nos diante de uma espiritualidade incompleta, deformada, que nos apresenta uma autêntica caricatura da realidade não somente sobrenatural, mas até mesmo natural. Com efeito, se fizermos abstração do demônio, não acharemos explicação nem para a Queda, nem para a Redenção, nem para a existência da Igreja, nem, portanto, para toda a História da humanidade.
Velha manha do pai da mentira
“Sim, hei de esconder-me e em lugar onde não me encontrem". Eis uma das revelações que o demônio, na noite de 7 para 8 de fevereiro de 1923, fez à Irmã Josefa Menendez, Religiosa da Sociedade do Sagrado Coração de Jesus, falecida em odor de santidade. Continua, portanto, de pé a observação de Baudelaire, tão explorada para efeitos literários, mas tão desprezada na realidade prática, segundo a qual "a pior manha do diabo é fazer acreditar que não mais existe". É muito de se louvar, por conseguinte, nesta hora do poder das trevas, mas em que o demônio toma as feições caricatas de um Mefistófeles de ópera bufa, o aparecimento de estudos sobre a ação diabólica no mundo, como estes que nos acaba de chegar às mãos:
"Satan dans la Cité", de autoria de Marcel de la Bigne de Villeneuve, Les Editions du Cèdre, 13, rue Mazarine, Paris.
Introduzindo o mal na Criação pelo seu orgulho e pela sua rebeldia, Lúcifer é o espírito fundamentalmente, enraizadamente negador, por oposição ao Bem, ao Existente, à Ordem impressa por Deus em todo o criado. Anjo das trevas, é o negador da luz que o Plano Divino encerra. De modo que não pode ter uma ideia clara e precisa dos caminhos de Deus, quem não leva em conta esse elemento perturbador, que é o que dá a característica de luta e de heroísmo à vida do homem sobre a terra.
A ação diabólica em nossos dias
Aí está porque nos interessa, no mais alto grau, conhecer o modo de agir do pai da mentira. E o aspeto capital deste pequeno livro é justamente o estudo da ação do príncipe deste mundo enquanto ela se dissimula sob a figura de pessoas morais, ou de instituições. Agindo sobre as inteligências e sobre as vontades, e assumindo as mais variadas formas em sua atividade infernal, porque o demônio haveria de desprezar esses tremendos instrumentos para a sua obra maléfica que são as instituições políticas, as sociedades secretas, os vários agrupamentos humanos que ditam as leis, o teor de vida e os costumes, que manipulam os processos modernos de propaganda, através dos quais pode inocular seu espírito perverso na sociedade humana em proporções nunca vistas? "É uma atitude que convém muito bem à sua alta inteligência, a utilização do gregarismo moderno para seus fins, e eis o diabolismo bem ao nível desse famoso progresso da ciência pelo qual se pretendia assegurar sua desaparição. Em lugar de proceder como um pequeno artesão, Lúcifer age presentemente como um grande industrial e prossegue em sua tarefa infernal em série, através dos mais aperfeiçoados instrumentos" (pag. 68).
Eis o que parece distinguir a época atual, que apresenta caracteres próprios de satanismo, que a diferenciam de outras quadras da historia da humanidade.
Com efeito, indaga o autor, que foi que mudou para provocar semelhante transbordamento do inferno sobre a terra? "O que mudou, é que em lugar de serem concebidas, como eram, apesar de suas imperfeições, ao tempo em que a filosofia do Evangelho governava os Estados, para refrear a malicia eterna dos homens, as instituições são atualmente concebidas para a excitar, para a exaltar; é que em lugar de remediar tanto quanto possam as faltas e os pecados das sociedades, elas os multiplicam e lhes agravam as consequências. E isto porque Satã nelas encontrou acesso, porque nelas se insinuou, incorporado em seu espírito ou mesmo em sua letra, porque ele colocou, sob as mais variadas formas, o Mal na raiz das instituições, apresentando-o como o Bem, fazendo acreditar ser ele o Bem, fantasiando a Desordem com as cores da Ordem e o Falso com os aspetos do Verdadeiro" (pag. 76).
A arma do igualitarismo
Ora, da Ordem existente na Criação, decorre uma hierarquia de valores também desejada por Deus, não somente no Céu, mas também na terra. De fato, os "homens e os anjos formam juntamente uma sociedade; de sorte que adequadamente se diga que as cidades, isto é, as companhias, não são quatro, a saber: duas de anjos e outras duas de homens, senão somente duas, fundadas uma nos bons e outra nos maus, não somente entre os anjos, mas também entre os homens" (Cidade de Deus, livro 12, cap. 1.o).
Pai do naturalismo e do liberalismo, por querer prescindir de Deus, em sua revolta contra a obra hierárquica da Criação, o demônio haveria de usar de modo predileto a terrível arma do igualitarismo, com que dentro da Cristandade alimentou gradativamente a restauração do paganismo religioso, do paganismo filosófico, do paganismo político. E, como coroamento de seu plano sinistro, se acha o mundo na véspera da última dessas restaurações, que é a restauração do paganismo socialista, que será o ponto de convergência de todas as conquistas revolucionarias destes últimos séculos.
Não será, assim, muito difícil entrever o aspecto unitário dessa trama daquele "que seduz todo o mundo" (Apoc. 12, 9) no sentido de colocar sob suas cadeias toda a sociedade humana, se conseguirmos vislumbrar o ciclópico funil em que se vão concentrar as variadas obras das diferentes instituições políticas e sociais que se espalham pelos quatro pontos cardeais. Isto se nota não somente pela evocação dos horrores dos campos de concentração da Alemanha nazista e da Rússia soviética, mas também nos demais processos não menos diabólicos porque o mundo caminha para o totalitarismo por vias "legais" e pacíficas. Eis um dos pontos em que não acompanhamos o autor, que deixa de perceber toda a malícia demoníaca do fascismo mesmo na fase em que o Duce ainda não se decidira a "se tornar um macaco de Hitler". O fascismo não passou de um dos disfarces do socialismo, de que também temos exemplo nos processos do trabalhismo fabiano, e no maquiavelismo que encobre a política social e econômica dos chamados países democráticos
A hora do príncipe das trevas
Estamos diante de um cerco sem precedentes na história do Ocidente cristão
"A luta entre os bons e os maus, diz o Santo Padre Pio XII, cujos costumes e ações em contínuos embates formam o entrechoque da história do gênero humano, raramente, e quem sabe se nunca, foi mais violenta do que em nossos dias" (Exortação aos Bispos de todo o mundo). Eis a tremenda realidade que os próprio católicos procuram afastar de suas cogitações e de que o autor de "Satan dans la Cité" nos dá o seguinte e impressionante quadro:
"Ah ! Se nós pudéssemos romper o invólucro das coisas! Se tivéssemos a clarividência sobrenatural da Serva de Deus Catarina Emmerich que, em suas visões da Paixão, discernia, sob formas palpáveis, os espíritos infernais que saiam dos corpos dos atores e das testemunhas do sombrio drama e que excitavam os verdugos em sua feroz tarefa! — Que pavor sentiríamos vendo enxames de demônios a saírem dos textos das Declarações dos Direitos do Homem e das Constituições heréticas ou ateias que nos regem e que nós de modo imbecil julgamos capazes de salvaguardar nossos direitos, de artigos de leis infames, de propósitos mentirosos de políticos, de cartazes e urnas eleitorais, a infestarem em massa as assembleias parlamentares, as Conferências Internacionais, a formigarem entre nossos próprios companheiros de armas, nossos supostos defensores e seus chefes, a perverterem, a aviltarem, a embrutecerem de mil modos os espíritos e as almas de nossos contemporâneos e os levarem, estimulando sua miserável vaidade, para os caminhos da perdição que terminam nas discórdias civis, nas dissensões, nas guerras e nos massacres! Que terror justificado nos avassalaria ao ouvirmos a legião infernal repetir sobre todos os pontos do globo e quase até a cada um de nós o "Si cadens adoraveris me...", e obter de fato a homenagem desta era de castigo e de furor de que a vidente de Dulmen colocava o início "cinquenta ou sessenta anos antes do ano dois mil", data na qual o selo do abismo deveria ser rompido e Satanás em pessoa haveria de quebrar as cadeias e se lançar sobre o universo! (pag. 180).
https://catolicismo.com.br/Acervo/Num/0017/P06-07.html
sábado, 27 de março de 2021
27 de Março – São Ruperto Bispo, Confessor
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Fonte: IPCO
Ilustração: Vitral dedicado a São Ruperto, em 1529, de autor anônimo | Domínio Público




