(BETTENCOURT, Estêvão. Apoftegmas – A Sabedoria dos Padres do Deserto. Lumen Christi, Rio de Janeiro, 1979)
domingo, 1 de outubro de 2023
O lenho seco
(BETTENCOURT, Estêvão. Apoftegmas – A Sabedoria dos Padres do Deserto. Lumen Christi, Rio de Janeiro, 1979)
quarta-feira, 31 de maio de 2023
Pelo descanso eterno de Creusa Pereira Sassaki
quarta-feira, 17 de maio de 2023
Mito vs. Fato Histórico, por Pe. Pierre Blet, SJ
Atos e Documentos da Santa Sé relacionados com a Segunda Guerra Mundial
segunda-feira, 15 de maio de 2023
Sobre a esquerda
domingo, 23 de abril de 2023
VELHICE: DECREPITUDE OU APOGEU?
segunda-feira, 17 de abril de 2023
Um jesuíta, um dominicano e um trapista
Um jesuíta, um dominicano e um trapista foram abandonados numa ilha deserta. Lá encontraram uma lâmpada mágica e, depois de debaterem, decidiram esfregá-la. Eis que apareceu o gênio da lâmpada e lhes concedeu três desejos. Eles deliberaram e decidiram que seria justo cada um apresentar um desejo. O jesuíta disse que queria dar aulas na universidade mais famosa do mundo – e puf! Desapareceu para lá na mesma hora. O dominicano disse que queria pregar a Palavra na maior igreja do mundo – e puf! Desapareceu para lá na mesma hora! Vendo então que os dois tinham sumido, o trapista exclamou: “Nossa! Antes mesmo de dizer o meu desejo ele já foi atendido!”
😄
sexta-feira, 31 de março de 2023
Cachorro tem alma?
Um cãozinho possui méritos? Acaso ele têm deveres para com Deus ou para com os homens? Se não os têm, obviamente não têm direitos. Disso decorre que não há prêmios ou punições.
Devemos ter piedade com o próximo, Homem, que é semelhante a Deus por ter uma alma dotada de inteligência e vontade. Inteligência para a verdade e vontade para o amor.
quarta-feira, 29 de junho de 2022
“Non M' Impugnare Senza Valore”
Não há apenas beligerância em um líder nobre. O "Non M' Impugnare" expressa com elegância e quase modéstia um senso de proporcionalidade, adequação e último recurso.
Um convite educado para evitar qualquer forma de desvio, orgulho e arrogância: racionalidade, excelência de espírito e valor, acima de tudo ético, mas também técnico, se fundem como se funde uma espada, dando-lhe uma subjetividade apelativa, um instrumento dotado de personalidade e missão, para com o seu dono.
Todo dote sorteado, toda vocação treinada e abençoada, toda ação deve seguir o caminho traçado por esse aforismo, se não se quer cair na armadilha do uso e abuso de si mesmo, da sujeição narcisista de seu ser.
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Estátua de João de Médici, mais conhecido como João das Bandas Negras (em italiano: Giovanni dalle Bande Nere) - Galleria degli Uffizi, Florença, Itália.
Texto: Aqui.
sábado, 4 de junho de 2022
Sobre o orgulho
Se disserta ou discute, é necessário que lhe dêem razão, fosse embora convencido de que a não tem: e, ainda que esteja em bom campo, procede de forma que não tem razão pela maneira porque raciocina. Se apresenta um sentimento, é com a condição de ser aceito, sem se discutir, se batem em retirada por delicadeza, ele triunfa aplaudindo-se da vitória. Reconhece dois papas e, aos seus olhos, o mais infalível não é o que se pensa. É daqueles de quem se mofa ou de quem a gente se separa, sem se dar ao trabalho de os aborrecer. Desses é que deixou dito o Espírito Santo: "Aquele que não pode reter o seu espírito ao falar é como uma cidade aberta e sem muralhas" (Provérbios XXV, 10). "A conversa do insensato é como um fardo que nos pesa nas jornadas" (Eclesiástico XXI, 19). "O homem de juízo oculta seu saber; o coração do insensato dá-se pressa em manifestar sua loucura" (Provérbios XII, 23). "Aquele que guarda a boca, guarda a alma; mas o falador indiscreto expõe-se a muitos males" (Provérbios XIII, 3). "A língua do insensato é uma vara de orgulho; despedaça-o a ele próprio e seus lábios são a ruína de sua alma" (Provérbios XVIII, 7).
A falta de mérito real, o orgulho tirará vaidade do que não presta para nada. Afetará na sua pessoa e no seu porte maneiras impossíveis; ou até se julgará de uma raça diferente do comum dos humanos, lá porque despertou um dia, graças à morte repentina de algum velho tio, senhor de meio milhão.
Ora, ás meditações daqueles que se sentirem achacados desta fatuidade, pode propor-se a seguinte história:
Bajazeto I, imperador dos Turcos, era coxo; Tamerlão, imperador dos Mongóis, era cego de um olho. Tendo o primeiro sido vencido pelo segundo, na famosa Batalha de Ancara, foi conduzido a presença do seu vencedor; e Tamerlão, ao ver coxear o prisioneiro, desatou a rir. Bajazeto, achando que o Tártaro zombava dele, gritou: Por que está rindo assim, Tamerlão? Não sabes que a fortuna, que hoje te sorri, pode amanhã mostrar-se bem triste? Longe de mim rir de seu infortúnio, responde o Tártaro; mas, ao ver tua enfermidade e a minha, não posso deixar de dizer a mim mesmo: É necessário que os impérios e as riquezas sejam de muito pouco valor aos olhos d'Aquele que está no Alto para que as prodigalise a homens tão mal formados como nós!
O apetite desregrado da glória expõe o homem ao opróbrio, sugerindo-lhe passos aviltantes. Há eminências onde se não chega senão caminhando de rastos, honra que se não compram senão por genuflexões.
É este apetite imoderado das honras que faz a fortuna de todos o passamaneiros e de todos os governos que se levantam.
É ele que faz do povo mais generoso, mais bravo e mais amável da terra, o povo menos governável e o mais governado! São as pretensões sem motivo que impedem a nossa pátria de assentar a sua paz; e as revoluções que a comovem e agitam, não são, o mais das vezes, senão a explosão estéril da cólera das vaidades descontentes contra as vaidades satisfeitas.
É a essa sede de subir que todas as cortes deveram e devem ainda essa elegante ignomínia que se chama um cortezão. Vede esse homem que abafa seus sentimentos, dissimula suas opiniões, faz calar a consciência, atraiçoa os amigos, espia um sopro para soprar, um sinal para falar; é um cortezão. Sempre disposto a vender seu Deus e sua alma, por um favor, está curvado pelo hábito da reverência, arrugado pelo falso sorriso, emagrecido pela inveja. Empalidecido pelo anojo, bem como pelas freimas, só conhece um deus, a sua ambição; uma audácia, a da calúnia: um receio, o de desagradar, dizendo a verdade; um fim, subir para se vingar do suplício que lhe inflige o sentimento íntimo da sua própria abjeção. É um verme luzente, isto é, um animal que rasteja e brilha.
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